Tecnologia catarinense ganha espaço como aliada da produtividade têxtil no Brasil
Com automação, integração de processos e soluções desenvolvidas nacionalmente, indústria busca reduzir dependência de equipamentos importados e elevar competitividade. Delta Máquinas Têxteis oferece soluções completas e únicas, como a Rama.
O avanço da automação e da integração de processos vem ganhando peso na estratégia de modernização da indústria têxtil brasileira. De acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), os conceitos da Indústria 4.0 têm impacto direto sobre a produtividade ao ampliar a eficiência no uso de recursos, favorecer a integração entre etapas produtivas e fortalecer a inserção do Brasil em cadeias globais de valor.
Em Santa Catarina, um dos polos mais tradicionais da cadeia têxtil nacional, a engenharia local tem ampliado sua participação no desenvolvimento de soluções industriais voltadas às demandas reais do chão de fábrica. Um exemplo é a Rama RDS-1000, da Delta Máquinas Têxteis, única no país a desenvolver esse equipamento. Totalmente fabricada no Brasil, a máquina reúne em uma única estrutura etapas como impregnação de produtos químicos, alinhamento da estrutura, secagem e termofixação, monitoramento de variáveis (temperatura, velocidade, rendimento) e integração de dados ao ERP. Ao passo em que automatiza operações que influenciam a padronização do tecido, a estabilidade dimensional e o ritmo da produção, a tecnologia responde a uma necessidade crescente do setor, que é produzir com mais previsibilidade, menos desperdício e maior controle de processo.
Outro ponto relevante é o papel da engenharia nacional na redução da dependência de equipamentos importados. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), o setor deve ter este ano um desempenho mais estável que em 2025 (quando apresentou crescimento no primeiro semestre e um ritmo mais lento no segundo, por conta de juros elevados, retração nos investimentos e aumento das importações).
“Temos um cenário político-econômico global instável que influencia essa questão da compra de equipamentos de outros países. Isso deve ser trabalhado de forma favorável por quem produz nacionalmente, pois os custos de manutenção, reposição de peças e suporte técnico dos importados tendem a ter custos mais elevados. É uma chance de mostrar a qualidade e a eficiência do que é desenvolvido em solo local, com atributos que podem elevar a competitividade frente ao maquinário vindo de fora”, afirma Fábio Kreutzfeld, CEO da Delta Máquinas Têxteis.
A consultoria pré-venda focada no processo, a assistência técnica próxima e a disponibilidade de peças no mercado brasileiro são fatores que ajudam a reduzir gargalos operacionais e dão mais segurança para a tomada de decisão de investimento.
“Quando a indústria brasileira passa a contar com tecnologia desenvolvida aqui, mais aderente à sua realidade produtiva, ela ganha em competitividade, em capacidade de resposta e em autonomia. Não se trata apenas de substituir um equipamento importado, mas de oferecer uma solução pensada para o nosso contexto industrial, com suporte local, engenharia aplicada e visão de processo”, pontua Fábio
Com a pressão crescente por eficiência, padronização e decisões mais orientadas por dados, a modernização do parque fabril tende a se consolidar como um dos caminhos mais concretos para o fortalecimento do setor. Nesse cenário, soluções desenvolvidas em polos industriais como Santa Catarina ajudam a mostrar que a inovação nacional pode ter papel decisivo tanto no avanço tecnológico das fábricas, como também na construção de uma indústria têxtil mais conectada e menos dependente de tecnologias vindas de fora